UFRN prepara novas discussões sobre o Future-se

09/09/2019 10:38

Anastácia Vaz

O Centro de Tecnologia (CT) e o Instituto do Cérebro da UFRN (ICe) foram as últimas unidades a discutirem anti-projeto do Future-se no primeiro momento de debates promovidos pela UFRN. Uma reunião no final da tarde desta sexta-feira, 6, na Reitoria, ratificou que as discussões sobre o tema precisam continuar, considerando que ainda se trata de uma proposta em desenvolvimento.

Na próxima sexta-feira, 13, o Centro de Educação (CE) realiza mais um debate sobre o Future-se, o quarto desde que este assunto entrou em pauta. Os convidados são a Pró-reitora de Gestão de Pessoas, Mirian Dantas, a professora Erica Gusmão, do CE, e um representante estudantil. No dia 18, também já está pré-agendada nova rodada de conversa com o mesmo foco na Escola de Saúde da UFRN (ESUFRN), faltando confirmar apenas os debatedores.

Segundo o Pró-reitor Josué Medeiros, que mediou grande parte dos encontros, os debates realizados até aqui serviram para entender, discutir e opinar sobre o anti-projeto. Professores, técnicos e alunos tiveram voz, colocando suas dúvidas e posições sobre a proposta do governo federal. “Os principais questionamentos giraram em torno das Organizações Sociais”, completou.

O Complexo Tecnológico de Engenharia (CTEC), do Centro de Tecnologia da UFRN, ficou lotado na manhã desta sexta para tratar essa questão. A Pró-reitora Mirian Dantas e os professores João Emanuel Evangelista, do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais, e Zéu Palmeira, do Departamento de Direito, conduziram a conversa.

O principal questionamento levantado pelos estudantes e funcionários foi em relação à situação orçamentária das instituições caso o projeto seja recusado no País. Para Zéu Palmeira, ainda não se sabe qual o posicionamento do governo federal em relação a este ponto, mas não se deve limitar à este pensamento sem antes buscar uma mediação.

Ainda pela manhã, o assunto foi tema de encontro no Instituto do Cérebro da UFRN. O Pró-reitor Josué Medeiros apresentou e tirou dúvidas sobre o anti-projeto do governo para mais um auditório lotado.

A neurocientista Bernardete Sousa entendeu a discussão como positiva, sobretudo por serem levantados pontos negativos e positivos. “O Future-se não é o nosso futuro, mas não deixamos de apresentar alguns pontos positivos que a universidade já vem discutindo, alguns já pensados pela gestão atual, embora dentro de outro formato. Em alguns a UFRN até já avançou muito mais do que o que está sendo proposto”, disse.

A primeira discussão oficial sobre o Future-se aconteceu no dia 26 de julho na Associação dos Docentes da UFRN (Adurn). No dia 2 de agosto foi convocada uma reunião extraordinária do Conselho Universitário, aberta a todos os públicos, para tratar exclusivamente deste tema. A partir de então, a UFRN vem realizando debates em todos as suas unidades, na capital e interior. A proposta da Administração Central é estimular o diálogo envolvendo os vários segmentos da comunidade universitária, com objetivo de conhecer diferentes opiniões antes de assumir um posicionamento.

DEBATES JÁ REALIZADOS:

Data: 26/07 – Local: ADURN Sindicato

Data: 29/07 – Local: Grandes Temas, TV Universitária

Data: 02/08 – Local: Conselho Universitário

Data: 12/08 – Local: Faculdade de Ciências da Saúde do Trairi

Data: 22/08 – Local: Escola de Saúde

Data: 22/08 – Local: Escola de Ciência e Tecnologia

Data: 22/08 – Local: Fórum Nacional de Pró-Reitores de Gestão de Pessoas das Instituições Federais de Ensino Superior (Forgepe)

Data: 27/08 – Local: Fórum Nacional de Pró-Reitores de Planejamento e de Administração das Instituições Federais de Ensino Superior (Forplad)

Data: 28/08 – Local: Centro de Ciências da Saúde

Data: 30/08 – Local: Centro de Biociências

Data: 02/09, às 9h – Local: Auditório do Ceres Currais Novos

Data: 02/09, às 14h – Local: Auditório do Ceres Caicó

Data: 02/09, às 9h – Local: Auditório Ágora – Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA/UFRN)

Data: 03/09, 18h30 – Local: Escola de Música

Data: 04/09, às 9h30 – Local: Centro de Ciências Sociais Aplicadas

Data: 04/09, às 15h  – Local: Centro de Ciências Exatas e da Terra

Data: 06/09, às 9h – Local: Auditório do CTEC – Centro de Tecnologia

Data: 06/09, 10h30 – Local: Auditório do Instituto do Cérebro


   
   







UFRN promove debate sobre inovação industrial e infraestrutura

06/09/2019 15:00


A Escola de Ciências e Tecnologia da UFRN realiza hoje, a partir das 19h, o evento intitulado Indústria, inovação e infraestrutura.  O objetivo é promover a integração das diferentes áreas institucionais, acadêmicas, científicas, empresariais e governamentais para debater sobre exploração sócio-econômica, preservação e planejamento dos recursos naturais, com foco na sustentabilidade para as gerações futuras.

O parceiro externo da universidade neste evento é o Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne) que traz essa proposta do ciclo de debates desde 2017, com o intuito de discutir sobre os principais problemas do setor de recursos naturais e energia, buscando encontrar propostas que possam ser encaminhadas aos órgãos reguladores e executivos.

O Cerne é composto por pesquisadores e professores de diversas Instituições de Pesquisas e Universidades do país e já vem mostrando resultados efetivos no Rio Grande do Norte.  O encontro é aberto a qualquer pessoa que esteja interessada no tema, mas é preciso fazer inscrição prévia através do site do evento.

Fonte: Agecom/UFRN.


   
   







Países que menos contribuem para mudanças climáticas são mais afetados por elas, diz relatório

06/09/2019 13:00


Enquanto nações ricas emitem altos níveis de dióxido de carbono (CO2), as mais pobres temem pela segurança alimentar de seus habitantes. Nos últimos anos, ambientalistas e cientistas vêm alertando que os países mais pobres, que têm pegadas de carbono muito baixas, estão sofrendo o impacto das emissões de dióxido de carbono da fatia mais rica do mundo. Um relatório da agência beneficente britânica Christian Aid mostra essa disparidade.

O relatório "Greve de fome: o índice de vulnerabilidade climática e alimentar" aponta que os dez países que registram os maiores índices de insegurança alimentar no mundo geram menos de meia tonelada de CO2 por pessoa. Combinados, eles geram apenas 0,08% do total de CO2 global.

"O que realmente me surpreendeu e me chocou foi a forte correlação negativa entre pobreza alimentar e a baixíssima emissão per capita", diz a autora do relatório, Katherine Kramer. "É muito maior do que esperávamos".

Países mais afetados

No topo do ranking está o Burundi, na África Central, que registra 0,027 toneladas, a menor emissão de CO2 per capita entre todos os países. O número é tão baixo que é muitas vezes arredondado para zero. Em comparação, os alemães, americanos e sauditas geram, em média, a mesma quantidade de CO2 que 359, 583 e 719 moradores do Burundi, respectivamente.

Conforme destacado no último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), a insegurança alimentar é uma das principais ameaças à vida humana que podem ser provocadas pelas mudanças climáticas. Esse risco é especialmente maior no Hemisfério Sul, onde as pessoas dependem da agricultura em pequena escala e são mais vulneráveis a secas, inundações e condições climáticas extremas.

No Burundi, que já vem enfrentando insegurança alimentar como resultado da instabilidade política – e onde a prevalência de desnutrição crônica é a mais alta do mundo – a mudança dos padrões climáticos é encarada com preocupação.

As chuvas no país africano foram muito esporádicas nos últimos três anos, particularmente em algumas regiões dependentes da agricultura. E o relatório prevê que inundações e secas extremas resultarão em um declínio da produção de entre 5% e 25% nas próximas décadas.

"O Burundi é uma testemunha vivo da injustiça da crise climática", diz Philip Galgallo, diretor do braço da Christian Aid para o Burundi. "Apesar de produzirmos quase nenhuma emissão de carbono, nos encontramos na linha de frente das mudanças climáticas, sofrendo com temperaturas mais altas, produção mais baixa das colheitas e chuvas cada vez menos regulares."

É uma história parecida com a do segundo país com maior índice insegurança alimentar do mundo: a República Democrática do Congo (RDC), que também tem a segunda menor pegada de carbono. A elevação rápida das temperaturas implica um risco ainda maior de disseminação de doenças entre os animais e nas lavouras. Além disso, os padrões de chuva estão mudando, deixando os agricultores congoleses inseguros sobre quando plantar e quando colher.

Risco de subnutrição

As mudanças climáticas não afetam apenas a produção das plantações e a capacidade de cultivar alimentos. O CO2 também afeta diretamente os nutrientes presentes nas colheitas.

Um estudo recente da revista científica Lancet Planetary Health analisou como as mudanças climáticas e os níveis crescentes de dióxido de carbono na atmosfera estão reduzindo a prevalência de nutrientes em alimentos básicos, como arroz, trigo, milho e soja. Cerca de 50% das calorias consumidas do mundo vêm desses grãos.

O estudo constatou que, nos próximos 30 anos, a disponibilidade de nutrientes críticos para a saúde humana, incluindo ferro, proteína e zinco, poderá ser significativamente reduzida se o planeta continuar a produzir emissões de CO2 no mesmo ritmo.

"Vamos enfrentar uma redução de 14% a 20% na disponibilidade global de ferro, zinco e proteína em nossa dieta", prevê o autor do estudo Seth Myers.

E as implicações dessa redução são muito significativas.

"A deficiência de ferro e zinco nos alimentos hoje já faz com que cerca de 60 milhões de anos de vida sejam perdidos anualmente. Então essas deficiências já provocam grandes cargas globais de doenças", afirma Myers.

"Como resultado do aumento dos níveis de CO2, centenas de milhões de pessoas vão passar a correr risco de morrer por causa de deficiências de zinco e proteínas. E cerca de um bilhão de pessoas que já têm essas deficiências vão vê-las serem exacerbadas", diz.

Tais deficiências aumentam a mortalidade infantil por doenças e enfermidades como malária, pneumonia e diarreia.

As pessoas mais afetadas estarão no Hemisfério Sul, diz Myers. Isso porque aquelas que correm maior risco de sofrer com essas deficiências nutricionais já contam com dietas menos diversificadas e um menor consumo de alimentos de origem animal, como carne, leite, ovos, queijo e iogurte.

"E isso não deixa de ser meio irônico, já que essas são as pessoas que têm menos responsabilidade pela emissão de dióxido de carbono que está tornando os alimentos menos nutritivos", explica Myers. Ele descreve a situação como uma emergência de saúde pública e uma crise moral.

"Não há desculpa para não agir com a máxima urgência quando são as emissões da parte mais rica do mundo que estão colocando as pessoas mais pobres do planeta em perigo", afirma.

Senso de urgência moral

Kramer, da Christian Aid, por sua vez, diz que existem várias medidas que o mundo desenvolvido precisa adotar para combater a insegurança alimentar e ajudar a combater as mudanças climáticas.

"A primeira e mais importante é reduzir drasticamente e muito rapidamente suas próprias emissões", diz ela. "Podemos continuar a nos refugiar em ambientes fechados, com nossos ventiladores e ar-condicionado. Temos acesso a estoques de água para nos refrescar. As mudanças ainda não nos atingiram da mesma maneira, mas já estão afetando o mundo em desenvolvimento."

Myers concorda. "Temos que parar de queimar combustíveis fósseis. Precisamos fazer a transição para fontes renováveis e evitar as emissões de dióxido de carbono o mais rápido possível. Precisamos também ter um senso de urgência moral para essa transição", afirma.

Outro passo importante é dar apoio aos países em desenvolvimento. Kramer diz que isso pode ser feito com incentivo financeiro ou com o fornecimento de tecnologia e educação, principalmente para a instalação de sistemas de alerta prévios que permitam que os países prevejam quando um desastre natural está prestes a acontecer e possam se preparar adequadamente.

Ainda segundo Myers, também é preciso ajudar os países em desenvolvimento a melhorar sua produtividade e resiliência (capacidade de resistência e recuperação de um ecossistema).

Por meio do Acordo de Paris sobre o clima, quase todos os países desenvolvidos do mundo já se comprometeram a fornecer recursos para ajudar países em desenvolvimento a combater os efeitos das mudanças climáticas, mas não estão previstas penalidades para aqueles que não cumprirem suas promessas.

É por isso que Kramer acredita que as pessoas precisam pressionar seus governos a cumprir as metas. "Se não diminuirmos nossas emissões e resolvermos a crise climática como uma comunidade global, os impactos serão cada vez piores, e milhões de vidas estarão em risco", conclui.

Fonte: G1.


   
   







Laboratório da UFRN investe em tecnologia com multirrobôs

06/09/2019 09:30


Pesquisadores do Departamento de Engenharia da Computação da UFRN aperfeiçoam há alguns anos uma tecnologia capaz de movimentar múltiplos robôs de maneira autônoma e sem interferência humana. Essa mesma tecnologia pode ser futuramente desenvolvida, por exemplo, para utilização em carros sem motorista.

O estudo é realizado no Laboratório de Robótica da UFRN, onde a pesquisa é aplicada no Projeto Futebol de Robôs, no qual alunos executaram o automatismo robótico na montagem de um time de futebol competitivo em uma modalidade específica para robôs, em que a equipe disputa a categoria IEEE Very Small Size Soccer (VSSS).

A utilização da tecnologia em atividades lúdicas como o futebol demonstra bons resultados, na medida em que atrai mais estudos e alunos para a pesquisa. Um desdobramento do projeto, chamado de Mulheres na Engenharia (MEG), é apresentado com sucesso em escolas da rede pública de ensino com a intenção de atrair mais mulheres para a área tecnológica (Leia aqui).

O pesquisador Daniel Morais explica que a mesma tecnologia usada no futebol poderia ser supostamente utilizada em carros autônomos onde um sistema embarcado com câmeras e múltiplos sensores podem auxiliar um carro a fazer o trajeto correto, sem interferência. “A gente pode aplicar esses conceitos de identificação de robôs, estratégias e desvio de obstáculos e aplicar isso em carros, por exemplo. Várias universidades já estudam novos métodos e técnicas para aprimorar essa tecnologia”, ressalta Daniel.

Futebol de Robôs

O professor Adelardo Adelino Medeiros, do Departamento de Engenharia de Computação e Automação, explica que o sucesso do projeto como pesquisa e extensão se deve ao fato do futebol de robôs ser um agente motivador lúdico, tendo um nível de complexidade suficientemente elevado para ser instigador e sendo, ao mesmo tempo, possível de ser compreendido por alunos da graduação e do ensino médio que estudam esse sistema.

As regras são simples: são três robôs posicionados em um campo de 1,50m x 1,20m, monitorados por uma câmera que fica presa sobre o centro do campo captando imagens e transmitindo para um computador. Começa aí a primeira fase da inteligência do sistema, que através de um software vai transformar os 300 mil pontinhos de dados recebidos e extrair as informações que vão apontar a localização e movimentação dos robôs e da bola dentro do campo. Como os times de robôs têm marcas coloridas diferentes, o software identifica separadamente as equipes e a partir disso faz os cálculos para o prosseguimento da partida.

“O programa é inteligente e possui estratégia de movimentação no jogo. Os robôs têm motores em cada roda e os sinais elétricos vão fazer com que o movimento seja mais rápido ou mais lento até chegar à posição que o jogador decidiu. No final, o resultado é bastante interessante porque você espera que o seu software faça um bom jogo e ganhe. Depois você vira torcedor”, finaliza Adelardo.

Fonte: Agecom/UFRN.


   
   







Já estão abertas as inscrições para 2º Congresso das Fundações de Apoio às universidades, em Brasília

06/09/2019 08:02



A Capital Federal receberá, de 6 a 8 de novembro de 2019, a 2ª Edição do Congresso Nacional das Fundações de Apoio às Instituições de Ensino Superior e de Pesquisa Científica e Tecnológica. As inscrições já estão abertas para o evento. Basta clicar no link disponível aqui e se inscrever.

O encontro, a se realizar na Finatec, fundação de apoio da Universidade de Brasília (UnB), pretende reunir cerca de 300 participantes de quase 100 fundações de apoio de diversas partes do Brasil.

Além das fundações, participarão do evento órgãos governamentais, parlamentares, associações da comunidade científica, acadêmica e de inovação, além dos órgãos de controle, permitindo a disseminação e a troca de informações visando o aperfeiçoamento das entidades afiliadas.

O evento é uma iniciativa do Conselho Nacional das Fundações de Apoio às Instituições de Ensino Superior e de Pesquisa Científica e Tecnológica – CONFIES, associação que reúne hoje 96 fundações de apoio.

Regidas pela Lei nº 8.958, de 20 de dezembro de 1994, as Fundações de Apoio são elos estratégicos para alavancar recursos públicos e privados para ciência brasileira, área essencial para o desenvolvimento de qualquer nação. O segmento movimenta mais de R$ 5 bilhões por ano e gerenciam cerca de 22 mil projetos científicos em todo País.

Serviços:

Assunto: 2º Congresso Nacional do CONFIES

Data: 1ª semana de novembro, de 06 a 08

Local: FINATEC, fundação de apoio à pesquisa da Universidade de Brasília (UNB)

Endereço: Campus Universitário Darcy Ribeiro, Avenida L3 Norte, Asa Norte, Brasília (DF).

Mais informações sobre o assunto:

Escolhido o tema para 2ª edição do prêmio de vídeo TV CONFIES: “Inovação na gestão: o caso das fundações de apoio”


   
   










V ENNFAIES





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